Uma ovelha, uma moeda, um filho: três histórias de Jesus sobre um Deus que procura e faz festa.
Eram cobradores de impostos a serviço de Roma, vistos como traidores, e gente que todos evitavam. Mas perto de Jesus eles encontravam lugar. Os religiosos não aceitavam aquilo. Para lhes responder, Jesus contou três histórias sobre perder e encontrar.
Jesus à mesa com cobradores de impostos e pessoas simples, enquanto fariseus observam de longe.“E chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvirem. E os fariseus e escribas murmuravam, dizendo: Este recebe aos pecadores, e come com eles.”
Lc 15:1–2
Jesus falou de um pastor que tinha cem ovelhas. Ao contar o rebanho, ele percebeu que faltava uma. Era só uma entre cem, mas era dele, e ele não estava disposto a perdê-la.
Um pastor entre suas ovelhas olha preocupado para as montanhas ao entardecer.“Quem de vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e vai em [busca] da perdida, até que a encontre?”
Lc 15:4
O pastor deixou as noventa e nove no campo aberto e partiu sozinho. Subiu encostas, atravessou ravinas e pedregais, procurando sem descanso. Não importavam a distância nem o cansaço. Até que, enfim, a encontrou.
O pastor ergue a ovelha perdida sobre os ombros num penhasco ao pôr do sol.“E encontrando-a, [não] a ponha sobre seus ombros, com alegria?”
Lc 15:5
De volta para casa, com a ovelha nos ombros, ele reuniu amigos e vizinhos para festejar. Então Jesus revelou o sentido da história: o céu também faz festa. Cada pessoa que se volta para Deus é motivo de grande alegria lá no alto.
Vizinhos saem das casas para festejar a volta do pastor com a ovelha nos ombros.“E vindo para casa, [não] convoque aos amigos, e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei minha ovelha perdida? Digo-vos, que assim haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não precisam de arrependimento.”
Lc 15:6–7
Depois, Jesus falou de uma mulher que perdeu uma de suas poucas moedas de prata. Em sua casa simples, de pouca luz, qualquer fresta do chão podia escondê-la. Ela não desistiu: examinou cada canto, palmo a palmo.
Uma mulher varre o chão de casa à luz de uma lamparina, procurando a moeda perdida.“Ou que mulher, tendo dez moedas de prata, se perder a uma moeda, não acende a lâmpada, e varre a casa, e busca cuidadosamente até [a] achar?”
Lc 15:8
Até que, entre a poeira, algo brilhou à luz da lamparina. Era a moeda! Feliz, ela foi chamar quem morava por perto: uma alegria assim precisava ser repartida. Era uma moeda pequena, mas a festa foi grande.
A mulher segura a moeda de prata encontrada enquanto as amigas chegam à porta.“E achando [-a] , [não] chame as amigas e as vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a moeda perdida! Assim vos digo, que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.”
Lc 15:9–10
Então Jesus contou a história de uma família. Ainda com o pai vivo, o filho mais novo quis a sua parte da herança, e o pai a entregou. Poucos dias depois, o rapaz juntou tudo o que recebeu e partiu para bem longe de casa.
Do portão, o pai observa o filho mais novo partir pela estrada com seus bens.“E disse: Um certo homem tinha dois filhos. E disse o mais jovem deles ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que [me] pertencem. E ele lhe repartiu os bens.”
Lc 15:11–12
Longe de casa, ele gastou tudo numa vida sem rumo. Quando o dinheiro acabou, uma grande fome atingiu aquela terra. Sem ninguém por ele, foi trabalhar para um estrangeiro, cuidando de porcos, animais impuros para um judeu. Ainda assim, passava fome.
O filho mais novo, magro e maltrapilho, sentado junto a um chiqueiro numa terra seca.“E foi, se chegou a um dos cidadãos daquela terra; e [este] o mandou a seus campos para alimentar porcos. E ele ficava com vontade de encher seu estômago com os grãos que os porcos comiam, mas ninguém [as] dava para ele.”
Lc 15:15–16
Ali, no fundo do poço, ele caiu em si. Lembrou-se da fartura da casa paterna, onde ninguém passava necessidade. Decidiu voltar, admitir o seu erro e pedir apenas para ser tratado como empregado. Então se levantou e tomou o caminho de casa.
Close do rosto do jovem ao amanhecer, decidido a voltar para a casa do pai.“E ele, pensando consigo mesmo, disse: Quantos empregados de meu pai tem pão em abundância, e eu [aqui] morro de fome! Eu levantarei, e irei a meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu, e diante de ti.”
Lc 15:17–18
O pai não esperou o filho chegar à porta, nem pediu explicações. Um homem idoso e respeitado atravessou a estrada correndo até ele. O rapaz, magro e maltrapilho, começou a dizer que não merecia mais ser chamado de filho.
O pai idoso abraça o filho maltrapilho numa estrada poeirenta ao entardecer.“E levantando-se, foi a seu pai. E quando ainda estava longe, o seu pai o viu, e teve compaixão dele; e correndo, caiu ao seu pescoço, e o beijou.”
Lc 15:20
O pai nem o deixou terminar o que tinha planejado dizer. Chamou os servos e mandou trazer sinais de honra: o rapaz voltava como filho, não como empregado. Logo a casa se encheu de festa, porque quem parecia morto estava vivo.
O pai coloca um anel no dedo do filho, já vestido com a melhor roupa, em meio à festa.“Mas o pai disse a seus servos: Trazei a melhor roupa, e o vesti; e ponde um anel em sua mão, e sandálias nos [seus] pés.”
Lc 15:22
O filho mais velho voltava do campo quando ouviu música e danças. Ao saber o motivo, ficou indignado e se recusou a entrar. Então o pai deixou a festa e foi ao encontro dele também, insistindo para que entrasse. Jesus encerrou a história ali, com a porta ainda aberta.
À noite, do lado de fora da casa em festa, o pai suplica ao filho mais velho que entre.“E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas. Mas era necessário se alegrar e animar; porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha se perdido, e foi encontrado.”
Lc 15:31–32
Nas três histórias, quem dá o primeiro passo é quem ama: o pastor procura, a mulher varre, o pai corre. Assim é Deus, e assim Jesus acolhia todos os que se aproximavam dele.
Hoje, você se parece mais com o filho que voltou ou com o irmão que ficou do lado de fora?
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