Numa colina junto ao mar da Galileia, Jesus revelou como é a vida no Reino de Deus.
Multidões seguiam Jesus pelas estradas da Galileia. Ao ver tanta gente, ele subiu a encosta verde acima do mar e se sentou. Os discípulos chegaram perto, e o povo se espalhou pela relva para ouvir o que ele tinha a dizer.
Vista aérea de Jesus sentado numa colina verde junto ao mar da Galileia, com os discípulos se aproximando e a multidão subindo a encosta.“E quando [Jesus] viu as multidões, subiu a um monte; e sentando-se, achegaram-se a ele os seus discípulos. Então ele abriu sua boca e lhes ensinou, dizendo:”
Mt 5:1–2
Ali havia pescadores, lavradores, viúvas e doentes. Gente simples, acostumada a ser esquecida. Foi por eles que Jesus começou. Falou de um Reino que pertence a quem reconhece a própria pobreza diante de Deus, e de um consolo que alcança quem chora.
Rostos de uma viúva idosa em lágrimas e de um jovem trabalhador na multidão, com Jesus desfocado ao fundo.“Benditos são os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos céus. Benditos são os que choram, porque eles serão consolados.”
Mt 5:3–4
Jesus continuou, e cada palavra surpreendia. Ele não exaltou os fortes, os ricos nem os espertos. Falou dos que esperam com paciência, dos que anseiam por justiça e dos que têm compaixão. E garantiu que Deus não se esqueceria de nenhum deles.
Uma jovem mãe reparte seu pão com um idoso faminto enquanto Jesus ensina na encosta.“Benditos são os mansos, porque eles herdarão a terra. Benditos são os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão saciados. Benditos são os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.”
Mt 5:5–7
Depois, Jesus olhou para os discípulos e foi honesto com eles. Segui-lo traria insultos, mentiras e perseguição. Mesmo assim, havia motivo para alegria: os profetas tinham trilhado o mesmo caminho, e a recompensa no céu seria grande.
Jesus, visto de baixo contra o céu claro, fala a Pedro e João sentados na relva.“Benditos são os limpos de coração, porque eles verão a Deus. Benditos são os pacíficos, porque eles serão chamados filhos de Deus.”
Mt 5:8–9
Jesus usou coisas da vida de todo dia. O sal dá sabor e conserva; sem isso, não serve para nada. A luz existe para iluminar a casa inteira. Assim deveriam viver os que o seguiam, para que outros vissem o bem e dessem glória ao Pai.
Uma candeia de barro ilumina uma casa simples, e pela porta se vê uma cidade no alto do monte ao pôr do sol.“Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade fundada sobre o monte; Nem se acende a lâmpada para se pôr debaixo de um cesto, mas sim na luminária, e ilumina a todos quantos estão na casa.”
Mt 5:14–15
As Escrituras que aquele povo ouvia desde criança tinham sido dadas por Deus. Jesus afirmou que os mandamentos continuavam de pé, até o menor deles. Grande no Reino seria quem os praticasse e ensinasse. E a justiça que ele pedia ia além da aparência dos escribas e fariseus.
Anciãos e um escriba com um rolo das Escrituras ouvem Jesus com atenção.“Não penseis que vim para revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, mas sim para cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota nem um til passará da Lei até que tudo se cumpra.”
Mt 5:17–18
Todos conheciam o velho ditado: amar o próximo e odiar o inimigo. Jesus foi além. Amar só quem nos ama, até os cobradores de impostos faziam. Os filhos de Deus deviam se parecer com o Pai, que é bom com todos, sem exceção.
Raios de sol e chuva caem sobre o vale enquanto a multidão ouve Jesus no alto da colina.“Porém eu vos digo: amai vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem, Para que sejais filhos de vosso Pai que está nos céus; porque ele faz seu sol sair sobre maus e bons, e chover sobre justos e injustos.”
Mt 5:44–45
Jesus também ensinou sobre oração. Ela não era um espetáculo nas esquinas, nem um amontoado de palavras repetidas. Bastava entrar no quarto, fechar a porta e falar com o Pai, que vê em segredo e sabe do que precisamos antes de pedirmos. Então ele ensinou uma oração simples.
As mãos calejadas de Pedro abertas em oração, com Jesus ensinando ao fundo.“Vós, portanto, orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra, assim como no céu.”
Mt 6:9–10
Muitos ali viviam preocupados com o pão de amanhã e com a roupa do corpo. Jesus mostrou os pássaros que cruzavam o céu: eles não plantam nem colhem, e o Pai os alimenta. Quem busca primeiro o Reino de Deus pode deixar o amanhã nas mãos dele.
Anêmonas e flores do campo em primeiro plano, andorinhas no céu e Jesus ensinando ao fundo.“E por que andais ansiosos pela roupa? Prestai atenção aos lírios do campo, como crescem; eles nem trabalham nem fiam. Mas eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles.”
Mt 6:28–29
Jesus fez uma pergunta que todo pai entendia. Nenhum deles daria uma pedra ao filho que pede pão, nem uma serpente a quem pede peixe. Se pais imperfeitos sabem dar coisas boas, o Pai do céu dá muito mais. E quem recebe tanto aprende a tratar os outros como gostaria de ser tratado.
Um pai entrega pão e peixe ao filho pequeno no meio da multidão.“Pedi, e vos será dado; buscai, e achareis; batei, e vos será aberto; Pois qualquer um que pede recebe; e quem busca acha; e ao que bate lhe é aberto.”
Mt 7:7–8
Jesus falou então de escolhas. Diante de cada pessoa havia dois caminhos, e não dava para seguir os dois. O mais cômodo atraía multidões, sem que ninguém perguntasse aonde ia dar. O outro pedia decisão, mas terminava na vida.
Uma estrada larga e cheia desce para a sombra, enquanto uma trilha estreita sobe por uma pequena porta de pedra rumo à luz.“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que leva à perdição; e muitos são os que por ela entram. Porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida; e são poucos os que a acham.”
Mt 7:13–14
Por fim, Jesus contou de dois construtores. Veio a chuva, a enxurrada e o vento, e só uma casa ficou de pé. A diferença estava no alicerce: praticar o que se ouve. Quando ele terminou, a multidão estava admirada, porque ele ensinava com autoridade, e não como os escribas.
Na tempestade, uma casa de pedra sobre a rocha fica de pé enquanto outra, sobre a areia, desaba na enxurrada.“Portanto todo o que ouve estas minhas palavras e as pratica, eu o compararei ao homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. E a chuva desceu, correntezas vieram, ventos sopraram, e atingiram aquela casa; e ela não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.”
Mt 7:24–25
Jesus não falou como os escribas, mas com a autoridade de quem conhece o coração do Pai. Quem constrói a vida sobre as palavras dele tem um alicerce que nenhuma tempestade derruba.
Qual destas palavras de Jesus eu quero ouvir e praticar a partir de hoje?
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